• Seminário com especialistas da área da saúde realizado na Praça das Artes reuniu mais de mil participantes.
• Especialistas destacaram o papel da inteligência artificial, do big data e de novas tecnologias para aprimorar diagnósticos e ampliar o acesso aos serviços de saúde.
• Debates abordaram o crescimento de transtornos mentais e reforçaram a importância da intervenção precoce e da qualificação profissional.
Barueri sediou, no dia 4 de março de 2026, o Seminário LIDE – Saúde, realizado na Praça das Artes. O encontro, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE) em parceria com a Prefeitura de Barueri, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Trabalho, reuniu especialistas de diversas instituições para discutir os avanços e os desafios da saúde física e mental no Brasil. O evento contou com o público de mais de mil pessoas, entre profissionais da área, estudantes, gestores públicos e empresários.
Na abertura do seminário, o Co-Chairman do LIDE, João Doria, agradeceu o apoio da Prefeitura de Barueri e destacou os avanços da cidade na área da saúde, citando o Hospital Regional Rota dos Bandeirantes Rubens Furlan Júnior, inaugurado em dezembro de 2024.
“A cidade de Barueri é referência não apenas regional, mas nacional na saúde. O hospital público inaugurado aqui hoje é o mais novo e um dos mais bem equipados tecnologicamente, com serviços de enfermagem e medicina de alta qualidade. Já se tornou referência no Estado de São Paulo e está se consolidando como referência nacional”, afirmou.
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O seminário foi dividido em dois painéis: “Saúde Física: tecnologia e inteligência artificial” e “Saúde Mental: os novos desafios da medicina”.
Tecnologia e inteligência artificial
O primeiro painel discutiu como ferramentas tecnológicas, especialmente a inteligência artificial (IA) e o uso de dados clínicos, estão transformando o setor de saúde.
O debate foi mediado por Claudio Lottenberg, presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e head do Lide Saúde, que ressaltou a importância da integração entre diferentes setores.
“Não se trata de disputa entre o público e o privado, mas de uma somatória de atores em busca de equidade. Os países que avançaram na qualidade de seus sistemas de saúde foram aqueles que souberam integrar essas capacidades”, afirmou.
Entre os especialistas, Magno Maciel, board member da X-VIA, apresentou o uso da termografia associada à inteligência artificial, tecnologia capaz de identificar padrões térmicos do corpo e auxiliar no diagnóstico de diversas patologias.
O neurorradiologista Edson Amaro, coordenador da área de Big Data do Hospital Israelita Albert Einstein, destacou o impacto do uso de grandes volumes de dados no apoio ao diagnóstico médico.
“Com o uso da tecnologia, conseguimos reduzir em até 30% o tempo de atendimento e oferecer resultados mais rápidos aos pacientes”, explicou.
Para Ricardo Santoro, diretor de Tecnologia da Informação da Oncoclínicas & Co, as soluções digitais podem contribuir para melhorar processos assistenciais e ampliar o acesso aos serviços de saúde, incluindo o agendamento de consultas, a gestão de leitos e o suporte ao trabalho médico.
Já Roberto Piteri Filho, doutor em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, ressaltou que o principal desafio está em integrar a tecnologia de forma eficiente.
“Não adianta ter tecnologia avançada se ela não for bem gerenciada e integrada entre as áreas”, observou.
Também participante do painel, Joel Formiga, coordenador de Inovação Digital da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, destacou o potencial da inteligência artificial na gestão da saúde, especialmente na melhoria de processos operacionais.
Saúde mental
O segundo painel abordou os desafios relacionados à saúde mental, tema cada vez mais presente no debate sobre saúde pública.
O neurologista Vinícius Braga, do Hospital Israelita Albert Einstein e preceptor da Unifesp, falou sobre os desafios no diagnóstico e tratamento de transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando a importância da intervenção precoce e do acesso a especialistas.
“O melhor investimento socioeconômico que um país pode fazer é investir no cérebro de suas crianças”, afirmou.
A psiquiatra Luciana Sarin, do Programa de Distúrbios Afetivos da Unifesp, destacou o aumento de casos de depressão e ansiedade, especialmente entre jovens.
“Nunca foi tão complexo tratar pessoas. Hoje temos pacientes mais informados, mas também mais vulneráveis”, disse.
O professor Thiago Fidalgo, do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, reforçou a importância da formação contínua de profissionais para lidar com quadros cada vez mais complexos de saúde mental.
Da redação
Créditos das fotos: Tatiane Zechetto/Secom
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