A votação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados dividiu opiniões e acendeu o debate sobre os limites da imunidade parlamentar. A proposta, que aumenta a proteção de deputados e senadores contra investigações e processos judiciais, foi aprovada em primeiro turno e agora segue para análise no Senado.
Em São Paulo, maior bancada da Câmara, os votos revelam um racha entre partidos e correntes ideológicas. Confira como cada deputado paulista se posicionou.
Quem votou SIM – a favor da blindagem parlamentar
Entre os paulistas, 40 deputados votaram a favor da PEC. O grupo reúne principalmente nomes de partidos como PL, Republicanos, União Brasil, PP, PSD e MDB, além de alguns do PT e PSB.
Entre os que votaram a favor da PEC da Blindagem estão:
Alex Manente (Cidadania-SP)
Alfredinho (PT-SP)
Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP)
Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
Bruno Ganem (Podemos-SP)
Capitão Augusto (PL-SP)
Celso Russomanno (Republicanos-SP)
Cezinha Madureira (PSD-SP)
David Soares (União-SP)
Delegado Bilynskyj (PL-SP)
Delegado da Cunha (PP-SP)
Ely Santos (Republicanos-SP)
Fábio Teruel (MDB-SP)
Fausto Pinato (PP-SP)
Felipe Becari (União-SP)
Gilberto Nascimento (PSD-SP)
Jefferson Campos (PL-SP)
Jilmar Tatto (PT-SP)
João Cury (MDB-SP)
Jonas Donizette (PSB-SP)
Kiko Celeguim (PT-SP)
Luiz Carlos Motta (PL-SP)
Marangoni (União-SP)
Marcio Alvino (PL-SP)
Marcos Pereira (Republicanos-SP)
Maria Rosas (Republicanos-SP)
Mario Frias (PL-SP)
Mauricio Neves (PP-SP)
Miguel Lombardi (PL-SP)
Missionário José Olímpio (PL-SP)
Paulinho da Força (Solidariedade-SP)
Paulo Freire Costa (PL-SP)
Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
Renata Abreu (Podemos-SP)
Rodrigo Gambale (Podemos-SP)
Rosana Valle (PL-SP)
Simone Marquetto (MDB-SP)
Tiririca (PL-SP)
Vinicius Carvalho (Republicanos-SP)
Quem votou NÃO – contra a blindagem parlamentar
Do outro lado, 28 deputados paulistas rejeitaram a proposta. A maioria pertence ao PT, PSOL, PSDB, União Brasil e MDB, além de vozes isoladas em outros partidos.
Contra a blindagem parlamentar:
Vitor Lippi (PSDB-SP)
Adriana Ventura (Novo-SP)
Alencar Santana (PT-SP)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Baleia Rossi (MDB-SP)
Carlos Sampaio (PSDB-SP)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Delegado Bruno Lima (PP-SP)
Delegado Palumbo (MDB-SP)
Douglas Viegas (União-SP)
Erika Hilton (PSOL-SP)
Guilherme Boulos (PSOL-SP)
Ivan Valente (PSOL-SP)
Juliana Cardoso (PT-SP)
Kim Kataguiri (União-SP)
Luiza Erundina (PSOL-SP)
Nilto Tatto (PT-SP)
Orlando Silva (PCdoB-SP)
Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP)
Professora Luciene (PSOL-SP)
Ribamar Silva (PSD-SP)
Rosângela Moro (União-SP)
Rui Falcão (PT-SP)
Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
Saulo Pedroso (PSD-SP)
Tabata Amaral (PSB-SP)
Vicentinho (PT-SP)
Vitor Lippi (PSDB-SP)
O que está em jogo no Senado
A aprovação da PEC no Senado pode redefinir a relação entre os poderes. Críticos afirmam que a medida cria uma “blindagem” excessiva, dificultando o combate à corrupção e abrindo brechas para a impunidade.
Já os defensores alegam que a proposta garante a independência do Legislativo, protegendo parlamentares de eventuais abusos do Judiciário.
No caso de São Paulo, a divisão da bancada expõe dois polos: de um lado, partidos conservadores e ligados a pautas religiosas e de segurança pública; do outro, legendas progressistas e de centro que enxergam retrocesso democrático no texto.
👉 O próximo capítulo será no Senado, onde os três senadores paulistas Astronalta Marcos Pontes do PL, Giordano do MDB e Mara Gabrilli do PSD terão papel de destaque e ajudarão a definir se a PEC da Blindagem será consolidada ou barrada.

