Lideranças com mais de mil votos se dizem excluídas da gestão Beto Piteri em Barueri
Lideranças comunitárias afirmam que ajudaram a eleger o atual governo, mas não participam das decisões e não são consultadas sobre demandas do bairro Parque Imperial.
Por Redação
Barueri – Lideranças comunitárias que foram candidatas a vereador nas últimas eleições municipais e obtiveram votação expressiva afirmam estar sendo ignoradas pela gestão do prefeito Beto Piteri. Segundo esses atores políticos, apesar de terem trabalhado ativamente pela eleição do prefeito e da vice-prefeita Dra. Claudia Marques, não participam das discussões e decisões sobre as demandas dos bairros onde atuam.
A insatisfação ganhou repercussão após o prefeito divulgar, em suas redes sociais, um vídeo sobre a construção de um novo complexo esportivo no bairro Parque Imperial. Na gravação, o prefeito aparece ao lado apenas dos vereadores eleitos da região, Rafa (Republicanos) e Levi (PSB), além do ex-vereador Jânio, pai do vereador Levi. A ausência de outras lideranças que atuam no bairro foi interpretada como mais um sinal de isolamento político dentro do próprio grupo que ajudou a eleger a atual gestão.
Entre os nomes citados estão Tia Helena, que recebeu 1.179 votos, Adalberto Batista, com 1.390 votos, Fabinho do Imperial, com 1.457 votos, e Neném do Imperial, com 1.618 votos. Juntos, eles somaram mais de 5 mil votos nas urnas e mantêm atuação comunitária contínua, mesmo sem mandato eletivo.
Os ex-candidatos relatam que, apesar de terem sido mobilizados durante a campanha, atualmente não são incluídos nas discussões estratégicas do bairro e não são consultados sobre as principais demandas da população. Segundo eles, a falta de diálogo revela uma gestão centralizada, que prioriza apenas detentores de mandato, ignorando lideranças populares que permanecem diariamente nas ruas, ouvindo a população e intermediando reivindicações.
Moradores e apoiadores também demonstram frustração. Durante o período eleitoral, a promessa era de uma gestão participativa, com inclusão de lideranças comunitárias na construção das políticas públicas. Na prática, segundo relatos, a participação teria sido substituída por um modelo fechado, no qual apenas vereadores eleitos teriam voz ativa no governo municipal.
O episódio ocorre em meio a questionamentos jurídicos envolvendo a gestão municipal, que podem impactar o futuro político do Executivo local. Diante desse cenário, cresce a dúvida sobre a capacidade do governo de manter sua base política unificada e sobre o posicionamento dessas lideranças em futuras disputas eleitorais.
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