Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão domiciliar do ex‑presidente Jair Bolsonaro
Brasília, 5 de agosto de 2025 – Em decisão proferida no dia 4 de agosto de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão domiciliar do ex‑presidente Jair Bolsonaro. A medida ocorre no âmbito do processo em que ele é acusado de liderar um plano para tentar dar um golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022.
Principais determinações:
- Bolsonaro está proibido de utilizar qualquer aparelho celular, inclusive por meio de terceiros, além de redes sociais e contato com autoridades estrangeiras.
- Ele fica impedido de receber visitantes, exceto advogados e pessoas previamente autorizadas pelo STF. Visitantes não podem usar celular, tirar fotos ou gravar imagens.
- A decisão incorpora o uso de tornozeleira eletrônica, já em vigor, e estabelece que o descumprimento de qualquer medida resultará em prisão preventiva imediata.
Busca e apreensão do celular:
- A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília, no final da tarde do dia 4 de agosto, e apreendeu um celular que estava em seu poder. Ele teria entregue o aparelho em frente à garagem do condomínio, sem que agentes entrassem no imóvel.
- Esta é a segunda apreensão de celular envolvendo Bolsonaro; outro aparelho havia sido confiscado durante operação em julho.
Motivos da decisão:
- Moraes fundamentou o novo decreto na constatação de descumprimento reiterado das restrições cautelares, especialmente com postagens indiretas realizadas em redes sociais por intermédio de aliados e familiares, em especial durante manifestações realizadas em 3 de agosto.
- Segundo a decisão, Bolsonaro teria incentivado ataques ao STF e defendido intervenção estrangeira, tanto através de discursos quanto via redes sociais de terceiros, o que configura tentativa de obstrução da Justiça.
Repercussões políticas e diplomáticas:
- A decretação da prisão domiciliar e a apreensão de seu celular geraram reações no cenário político e diplomático. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump denunciou a medida como parte de uma “caça de bruxas”, e houve relatos de imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções sob a Lei Magnitsky contra o ministro Moraes.
- A defesa de Bolsonaro classificou a decisão como desproporcional, afirmando que ele não violou nenhuma medida cautelar e que os atos foram realizados dentro dos limites legais e autorais reconhecidos em decisões anteriores.
Contexto adicional:
- Bolsonaro é acusado de cinco crimes graves, incluindo organização criminosa e tentativa de abolir o Estado Democrático. O julgamento se aproxima do fim e pode resultar em mais de 40 anos de prisão, com possível inelegibilidade política permanente.
- A operação Tempus Veritatis, realizada em fevereiro, resultou em prisões de auxiliares e ex‑ministros, além da apreensão de documentos e dispositivos que fundamentam as acusações contra Bolsonaro e seus apoiadores
Conclusão:
A decisão do STF, com base no descumprimento de restrições cautelares, marca um novo capítulo no caso Bolsonaro. A prisão domiciliar, combinada com a proibição de uso de celular e controle rigoroso de visitas, reflete a gravidade atribuída ao processo. A apreensão judicial do dispositivo reforça a preocupação da Corte com a propagação de conteúdo considerado ilícito. A crise promete ainda mais implicações políticas e legais nos próximos meses.
Fontes: CNN Brasil, UOL notícias, Agência Brasil
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